Em meio à crise, desencadeada pela pandemia da Covid-19, muitas empresas estão buscando meios de reduzir custos operacionais de forma a manter-se sustentáveis. Dentre os principais custos está a energia elétrica, sendo este mais ou menos significativa de acordo com o perfil de cada empresa. Algumas ações permitem reduzir o custo em até 30% no valor da fatura de energia (consultoria SENAI), sendo que tal redução depende basicamente da análise de 3 quesitos, são eles: análise tarifária, energia reativa excedente e eficiência energética dos equipamentos.

Análise Tarifária é um estudo onde o especialista busca identificar em qual modalidade tarifária, dentre as existentes, a empresa terá menor custo com energia, tal estudo é feito com base no perfil de consumo de energia dos últimos 12 meses. Os enquadramentos tarifários são divididos em dois grupos: A e B.

No grupo A a empresa paga pela energia consumida e pela demanda contratada, podendo optar pela Tarifa Horosazonal Verde (THV) ou Tarifa Horosazonal Azul (THA), dependendo do subgrupo (ANEEL, 2012). Uma outra opção é o mercado livre de energia, onde poderá comprar energia com valores mais atrativos de outros fornecedores (existem critérios a serem atendidos para migrar para este mercado).

No grupo B existem valores diferentes de KWh para cada subgrupo. A maioria das empresas enquadradas neste grupo se encontram no subgrupo B3. Neste grupo ainda existe a tarifa horária branca que possui valores de KWh distinto para cada período do dia (fora ponta, intermediário e ponta).

Energia Reativa Excedente (ERE) é uma multa cobrada pela concessionária de energia quando a instalação opera com fator de potência abaixo de 0,92 indutivo ou abaixo de 0,92 capacitivo dependendo do horário do dia (ANEEL nº414, 2010), assim, o excesso ou a falta de energia reativa poderá ocasionar em multa no final do período de medição. Através de medições ou a aquisição de memória de massa junto a concessionária o especialista poderá dimensionar e alterar a instalação de modo a eliminar a multa presente na fatura.

Ações de Eficiência Energética podem ser propostas de duas formas: ações com investimento (capex) e ações sem/pouco investimento (opex). Em ações com investimento o especialista deverá elaborar um estudo detalhado, apresentando basicamente: medições do equipamento, comprovação do baixo rendimento e payback do investimento.

Exemplos de ações com investimento.

– Substituição de lâmpadas de baixa eficiência.

– Substituição de motores de baixo rendimento.

– Instalação de inversor de frequência

Em ações sem/pouco investimento é importante apresentar o valor economizado com a ação, pois é natural valorizar as ações quando se tem noção de quanto esta gera de economia.

Exemplo de ações de pouco investimento:

– Desligar o sistema de iluminação quando não utilizado.

– Ligar o equipamento na hora correta.

– Verificar vazamento em linhas de ar comprimido.

– Conscientização dos colaboradores.

O perfil de consumo de energia das empresas estão se alterando devido à crise da Covid-19 e uma revisão dos itens citados é uma solução para reduzir custo. Dentre os pontos citados observa-se que existem ações complexas que devem ser executadas por especialista, uma vez que requer medições, análise mais detalhada e em alguns casos a elaboração de projetos. Por outro lado, existem ações simples que podem ser adotadas pela própria empresa.

A equipe de Eficiência Energética do Instituto Senai de Tecnologia em Eficiência Operacional está à disposição da sua empresa neste momento crítico que estamos vivenciando. A equipe é composta por um corpo técnico especializado e possui equipamentos de ponta (analisadores de energia, câmeras termográfica, osciloscópio e terrômetro), podendo assim colaborar com sua empresa na redução dos custos com energia. Para mais informações envie a última conta de energia detalhada para o email isilva@senai-es.org.br.

Isaias da Silva
Engenheiro Eletricista
CREA ES-0047656/D

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